Europa ativa mecanismo de coordenação após ameaças a aviões

Europa ativa mecanismo de coordenação após ameaças a aviões

A Comissão Europeia está a coordenar com os Estados-membros a resposta às ameaças de bomba que têm afetado voos em vários países europeus.

Filipe Alexandre Gonçalves - RTP / Adicionar como fonte informativa
Uma porta-voz da Comissão Europeia explicou que Bruxelas está em "contacto muito próximo" com as autoridades de cada país para obter informações sobre as ameaças de bomba. Foto: Miguel A. Lopes via Lusa

"Neste momento, a nossa função é coordenar os Estados-membros, de modo a garantir uma visão global e completa do que está a acontecer", afirmou esta sexta-feira a porta-voz da Comissão Europeia para os Transportes, Anna-Kaisa Itkonen, durante uma conferência de imprensa em Bruxelas.

A responsável explicou que o comissário europeu dos Transportes, Apostolos Tzitzikostas, esteve na quinta-feira em contacto com a Agência da União Europeia para a Segurança da Aviação (EASA), tendo sido ativado o mecanismo europeu de partilha de informações.

Trata-se de uma estrutura "presidida pela Comissão Europeia, que junta representantes dos Estados-membros para trocar informações", precisou a porta-voz, acrescentando que Bruxelas mantém "contacto muito próximo com as autoridades nacionais para obter informações sobre o que está a acontecer".

Anna-Kaisa Itkonen garantiu que o executivo comunitário encara os incidentes com particular preocupação. 
"Levamos estas ameaças muito a sério. Quaisquer ameaças contra civis são absolutamente inaceitáveis, sendo a nossa principal prioridade proteger e garantir a segurança dos nossos cidadãos", sublinhou.

Apesar da coordenação europeia, a investigação dos casos continua a ser da responsabilidade das autoridades nacionais. "Nestas situações, a principal responsabilidade pela investigação e análise dos casos cabe aos Estados-membros", esclareceu.

A Comissão Europeia está também a acompanhar a avaliação técnica da EASA, que analisa se as ameaças podem ter consequências para a segurança operacional da aviação. A agência atua neste domínio dentro das competências que lhe estão atribuídas.

A ativação do mecanismo surge depois de vários alertas de bomba contra aviões comerciais em diferentes países europeus, que obrigaram a desvios de voos, aterragens de emergência, escoltas de caças militares e operações de inspeção das aeronaves.

Em vários dos casos comunicados pelas autoridades, as ameaças acabaram por não ter fundamento. 

As inspeções realizadas não detetaram explosivos ou objetos suspeitos a bordo, embora os alertas tenham provocado perturbações na circulação aérea e mobilizado meios de segurança.

Com Lusa
PUB